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“Manejo de Doenças e Desafios do Campo” é tema de palestra de pesquisadora da Fundação Rio Verde

Coordenadora de fitopatologia apresentou durante o Show Safra Mato Grosso, pesquisas realizadas pela instituição na safra 2024/2025.

27/03/2025 às 10h05 Atualizada em 27/03/2025 às 16h08
Por: Redação Fonte: Verbo Press
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“Manejo de Doenças e Desafios do Campo” é tema de palestra de pesquisadora da Fundação Rio Verde

Em meio a um cenário agrícola em constante transformação, o manejo de doenças das plantas se destaca como um dos principais desafios enfrentados pelos agricultores brasileiros. Na tarde desta quarta-feira (26), durante o Show Safra Mato Grosso, a coordenadora de fitopatologia da Fundação Rio Verde, Luana Beluffi, apresentou as pesquisas realizadas pela instituição durante a safra 2024/2025. O painel de debate foi realizado no auditório principal e contou com presença expressiva de público.

Entre as doenças com maiores índices na região, Luana apontou a cercospora, podridão de grãos e a mancha alvo, sendo essa última muito presente nas amostras pesquisadas, que segunda ela tem muita relação às condições climáticas.

“Essa é uma doença que gosta de condição de alta umidade e dias mais nublados, e essa foi a condição que enfrentamos nessa última safra. Pois é nesse momento que ela encontra as melhores condições para se desenvolver. A gente reporta muito o cuidado com essa doença porque aqui nós temos essa condição climática, que é ideal para ela se desenvolver. Outro ponto é que ela tem múltiplos hóspedes, ou seja, pode não ter soja na nossa área e ainda assim ela continuar se multiplicando e impactar as culturas subsequentes” explica a pesquisadora.

As pesquisas realizadas pela equipe da Fundação têm se concentrado em métodos alternativos e sustentáveis de controle. Entre as abordagens estudadas estão a rotação de culturas, o uso de variedades resistentes e o manejo integrado de pragas.

“Nossos estudos mostram que a combinação dessas práticas pode reduzir significativamente a incidência de doenças, melhorando não apenas a saúde das plantas, mas também a qualidade do solo”, explica Luana.

Além dos resultados promissores, Luana ressalta a importância da educação continuada para os agricultores. “É fundamental que eles compreendam as técnicas e adaptem-nas às suas realidades locais. O conhecimento é uma ferramenta poderosa no combate às doenças. Então a gente tenta correlacionar esses fatores para que ele saiba como controlar, quais ferramentas utilizar para minimizar os riscos que ele pode estar correndo”, conclui a pesquisadora.

À medida que o Brasil busca fortalecer sua posição no mercado global agrícola, iniciativas como as desenvolvidas pela Fundação Rio Verde se tornam fundamentais para garantir um futuro sustentável e produtivo no campo.

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